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E o travesseiro que parece nunca encontrar a posição correta...
Cobertores que escorregam de um lado pro outro.
A cabeça pesa ante a rigidez da coluna...
e podemos ouvir o ranger dos nossos próprios maxilares...
Mesmo assim ficamos. Resistimos.
Por que não levantar e dar um basta na situação?
É que ela é cômoda de certa forma.
A madrugada é fria. O vento que percorre a casa, longe da esfera da cama, carregado de assombrações.
O pijama, curto.
O silêncio e o escuro terríveis, para nossos ouvidos e olhos acostumados a tantos estímulos.
É preferível o inferno de rolar de um lado pro outro da cama, de não relaxar, não sentir prazer no bom e velho descanso, que o suposto inferno do vazio longe do conhecido ninho.
Esquecemos que somos chama. Um dia nos conhecemos, mas nos perdemos de vista.
Contudo, podemos chamar-nos de volta. Podemos aconchegar os nossos ossos, acobertar de liberdade as nossas costas...
Aquecer a alma, aquecer a casa, pois a casa, somos nós.